Os Estados Contratualistas

Hobbeslobando Lockemente...
Rousseau bem que avisou !!!


A Política no cinema

Olga, o Filme

Gênero: Drama




                                                                Duração: 141min


                                                                Origem: Brasil


                                                                Estúdio: Globo Filmes


                                                                Direção: Jayme Monjardim


                                                                Roteiro: Rita Buzzar, Fernando Morais


                                                                Produção: Guilherme Bockel


 
  Olga Benário nasceu em uma família judia em Munique na Alemanha no dia 12 de fevereiro de 1908. Seu pai Leo Benário era um advogado social democrata e sua mãe Eugénie era uma dama da alta sociedade que não apoiava as idéias revolucionárias da filha.
  Em 1923, aos 15 anos, Olga entrou para o partido comunista. Em 1926 foi presa por traição e libertada poucas semanas depois. Em 1928 liderou uma missão no Tribunal de Justiça para libertar seu companheiro Otto Braun, comunista e revolucionário que havia sido sentenciado à prisão de Berlin-Moabit.
  Em 1934 Olga foi designada para uma missão cujo objetivo era levar em segurança ao Brasil o líder comunista Luís Carlos Prestes. Ambos deveriam se passar por marido e mulher para ajudar no disfarce. Durante a viagem Olga e Prestes se apaixonaram. Devido a influência comunista de Prestes, e da popularidade proveniente da Coluna Prestes, Getúlio Vargas, durante o governo provisório, desenvolveu uma lei de segurança que permitia prender todos aqueles que se opusessem ao governo.
  Prestes liderou a Aliança Nacional Libertadora acreditando que, tal como a Coluna Prestes, militares, tenentes e comunistas o apoiariam em uma frente política revolucionária comunista, de caráter antifascista e anti-imperialista. O movimento de Prestes se colocava em oposição ao integralismo e a filosofia fascista do governo Vargas, e pretendia a revolução com o apoio da URSS. Este movimento ficou conhecido como Intentona Comunista. Com o fracasso da revolução, Olga e Prestes foram presos e separados.
  Grávida de Prestes, Olga travou uma batalha contra o governo para ter sua filha no Brasil e não ser deportada para Alemanha nazista, devido ao fato de ser judia. Como uma vingança pessoal de Vargas e Filinto Müller contra Prestes, Olga foi deportada para a Alemanha.
  Na madrugada de 27 de novembro de 1936, nasceu Anita Leocádia, a filha de Olga e Prestes. Leocádia, mãe de Prestes, fazia uma grande campanha na Europa pela liberdade de Prestes, Olga e Anita. Devido a esta campanha em favor dos direitos humanos, Olga pode ficar com a filha até não poder mais amamentá-la.
  Quando Anita completou 14 meses foi retirada de Olga, e a avó obteve a guarda da neta. Porém, Olga inicialmente acreditava que Anita poderia ter sido levada pelos nazistas, e só ficou sabendo tempos depois que Anita estava a salvo. Em 1938 Olga foi levada para o campo de concentração de Lichtenburg, e em 1939 para Ravensbrück, o único campo feminino. 
Em fevereiro de 1942, Olga foi executada na câmara de gás com mais de 200 prisioneiros no campo de Bernburg.
  Maquiavel, defendeu que existia dois tipos de governo: a república e os principados. E definiu também os diversos tipos de principados e as suas características. No filme Olga, é contada a história de uma judia que nasceu na Alemanha, e se tornou uma grande revolucionária, e para ajudar Luis Carlos Prestes a voltar para o Brasil, fingiram ser casados e acabaram se apaixonando. Na questão política do filme, Prestes queria formar um novo movimento contra o governo e acreditou que teria o mesmo sucesso e apoio de quando formou a Coluna de Prestes.
  Na sua nova manifestação contra o governo Prestes pretendia ir conta a URSS e o governo de Getúlio Vargas porém a sua expectativa foi totalmente equivocada e os militares ficaram a favor do governo e contra Prestes. Como vingança quando Olga anunciou que estava grávida de Prestes e queria ter a sua filha no Brasil como vingança Vargas deportou Olga para a Alemanha de Hitler e lá Olga foi morta na câmera de gás.
  O que estamos analisando nessa semana é como Vargas conseguiu acabar com o poder de Prestes e como Hitler junto com as suas idéias absurdas conseguiu se manter no governo e fazer as suas atrocidades, como Maquiavel explicaria esses governos?
  Vamos supor que Hitler e Vargas sejam príncipes, Hitler da Alemanha e Vargas do Brasil. Hitler foi perverso e usou a explicação de Maquiavel, que se for pra ser perverso seja de uma vez só e preferiu ser temido do que amado, um ponto que ajudou ele à permanecer no governo. Já Vargas é uma mistura do principado hereditário com o misto, o Getúlio Vargas já estava no ramo da política, mas teve que lutar para conquistar o seu posto, mas não manteve as tradições e participou de um golpe de Estado e usou a perversidade na vingança mas nessa atitude houve contradição quando Maquiavel fala que os homens não se vingam das ofensas graves.

Trailer do Filme:



A Relação entre Politica e Poder
   

Da esquerda pra direita: Congresso Nacional do Brasil, Ponte JK, Eixo Monumental, Palácio da Alvorada e Catedral de Brasília



                A política é uma atividade inerente ao ser humano que norteia as relações socias. Os cientistas políticos e sociólogos, como Hanna Arendt e Weber a definem como uma disputa de poder. Contudo, cada um deles possui uma visão particular acerca do assunto. Weber vai defini-la em relação à distribuição de poder caracterizada pela força, já Chanzel é a capacidade pela qual um homem influi sobre outros para atingir um resultado pretendido. Por sua vez, Salvastru afirma que o discurso político está ligado ao discurso do poder, e aponta três propriedades deste: 

O poder não é reflexivo e simétrico;
O detentor não manda a si mesmo;
E pode transmiti-lo ou delegá-lo;

“A capacidade de agir para alcançar os seus próprios objetivos ou interesses, a capacidade de intervir no curso dos acontecimentos e em suas consequências". Thompson

                Thompson classifica poder de acordo com os "campos de interação", que se trata de um conjunto de circunstâncias e a posição que um indivíduo ocupa nesses campos, e esta ligada ao poder que ele possui. Esta classificação distingue-se de acordo com os recursos de cada tipo de poder e as instituições que esses possuem. Uma mesma instituição pode exercer uma ou mais e os indivíduos que as compõem podem também circular entre uma e outra desde que tenham direito de exercício.                                                                                                  Habermas define a partir de relação de poder distinguindo entre poder comunicacional (ação comunicativa) e poder administrativo (ação estratégica). O primeiro circula no espaço público sendo deposita e iniciado pelo povo na figura de cidadão formando a opinião publica. O segundo é vinculado dentro do governo e incide nas relações de dominação.

É a capacidade de impedir outros indivíduos grupos de defender seus próprios interesses”. Habermas

Se para Weber o poder se manifesta pela força da violência da força legítima, para Habermas o poder se dá poder meio da comunicação com finalidade de persuadir e convencer. Na tentativa de resolver conflitos, a política surge por meio da comunicação (poder comunicacional) e do mandato (poder administrativo) dando ao político o direito de representar o cidadão na esfera pública.

Diário Online publica, domingo 28/08/2011

José Dirceu mantém poder intacto


A mais recente edição da revista Veja, que já está nas bancas, afirma em sua reportagem principal, que José Dirceu, o ex-chefe da Casa Civil do governo Lula, teria instalado em um hotel de Brasília, uma espécie de gabinete para conspirar contra a presidente Dilma Rousseff.
De acordo com a revista, oficialmente Dirceu ganha a vida como um bem-sucedido consultor de empresas instalado em São Paulo. Na clandestinidade, porém, mantém um concorrido “gabinete” a 3 quilômetros do Palácio do Planalto, instalado numa suíte de hotel.
Tem carro à disposição, motorista, secretário e, mais impressionante, mantém uma agenda sempre recheada de audiências com próceres da República – ministros, senadores e deputados, o presidente da maior estatal do país. José Dirceu não vai às autoridades. As autoridades é que vão a José Dirceu, numa demonstração de que o chefão – a quem continuam a chamar de “ministro” – ainda é poderoso. Ou seja: mesmo com os direitos políticos cassados, sob ameaça de ir para a cadeia por corrupção, ele continua o todo-poderoso comandante do PT. E, prossegue a revista, usa toda a sua influência para conspirar contra o governo Dilma – e a presidente sabe disso.
De acordo com a reportagem, a conspiração chegou ao paroxismo durante a crise que resultou na queda de Antonio Palocci da Casa Civil, no início de junho. Na ocasião, Dirceu despachou diretamente de seu bunker instalado na área vip de um hotel cinco estrelas de Brasília, num andar onde o acesso é restrito a hóspedes e pessoas autorizadas. Foram 45 horas de reuniões que sacramentaram a derrocada de Palocci e nas quais foi articulada uma frustrada tentativa do grupo do ex-ministro de ocupar os espaços que se abririam com a demissão. Articulação minuciosamente monitorada pelo Palácio do Planalto, que já havia captado sinais de uma conspiração de Dirceu e de seu grupo para influir nos acontecimentos daquela semana.
A revista traz ainda imagens que comprovariam que Dirceu recebeu, entre 6 e 8 de junho, visitantes ilustres como o ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, os senadores Walter Pinheiro, Delcídio Amaral e Lindbergh Farias, todos do PT, e Eduardo Braga, do PMDB, o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, e os deputados Devanir Ribeiro e Cândido Vaccarezza, do PT, e Eduardo Gomes, do PSDB. Esteve por lá também o ex-senador tucano Eduardo Siqueira Campos.

Com relação a isso cabe abrir um parêntese sobre a notícia de Dirceu, no Diário Online.

“O ex-ministro que não deixa de usar a máxima de Zagalo: Vocês vão ter de me engolir!”


                José Dirceu ex-ministro e deputado cassado se transformou numa eminência parda da política, exerce grande influencia sobre outros ministros e parlamentares em quartos de hotel mobilizando opiniões nem sempre a ver luz.                                                                                            O fato é que com as mazelas que o rodam e por ele mesmo provocadas, Dirceu perdeu uma parcela importando do seu “todo poder de chefão”: poder que lhe permitiria agir institucionalmente, como qualquer cidadão livre da fama de ser “o chefe da quadrilha” do caso do mensalão.                                                                                                                                                            No entanto, o petista não desistiria jamais de exercer a parcela de poder que lhe resta: a de influenciar o pensamento e o comportamento político daqueles que lhe devem favores, fidelidade ou amizade. Nunca é amigo de ninguém. exerce sua influência nos bastidores e quando tudo vem à tona, fica a inevitável percepção de que algo de muito errado se passa.                                                                                                                                                 
                 São casos assim, de petistas como José Dirceu que ainda agem erroneamente na politica brasileira, achando que suas máscaras de poder continuarão intactas, máscaras estas que cobrem desvios e ações ilegais, que atrasam o progresso do pais.  


               







¹ José Dirceu de Oliveira e Silva nasceu na cidade de Passa Quatro, Minas Gerais, em 16 de março de 1946. Formou-se em Direito, em 1983, pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Em 1995 assumiu a presidência do PT, sendo reeleito por três vezes. Na última, em 2001, foi escolhido diretamente pelos filiados da legenda em um processo inédito no Brasil de eleições diretas para todas direções de um partido político. Ocupou a função até 2002, quando se licenciou para participar do governo do presidente Lula. Integrante da coordenação das campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República em 1989, 1994 e 1998, foi o coordenador-geral em 2002. Com a vitória de Lula, assumiu a função de coordenador político da equipe de transição.                   
Em janeiro de 2003, José Dirceu assumiu a cadeira de deputado federal, mas logo se licenciou para assumir a função de ministro-chefe da Casa Civil da Presidência da República, permanecendo no cargo até junho de 2005, quando retornou à Câmara dos Deputados. Seu mandato foi cassado em dezembro do mesmo ano e teve a inelegibilidade decretada por oito anos.



Referências 

Noticia extraida do Diario do Para, Diario Online, 28/08/2011

SILVA, Rosilena Alves da. Charges do discurso político eleitoral ao discurso político da opinião pública: A relação entre política e o poder.