O empasse: Religião x Política

Para compreender o poder da Igreja, principalmente a católica, é necessário saber com ela se desenvolveu. Foi durante os 10 séculos que se costuma chamar de "Idade Média" que o poder dessa instituição religiosa, juntamente com a fé cristã, cresceu e expandiu-se de maneira colossal.
A Igreja católica se baseia no cristianismo a crença em Jesus Cristo , um homem que afirmava ser enviado pelo criador do mundo, Deus, para falar à humanidade. Os contemporâneos de Jesus Cristo, que acreditaram nas suas palavras, passaram a espalhar essas idéias, contando os fatos de sua vida. Eles angariaram seguidores, cujo número foi crescendo ao longo dos séculos seguintes.
Conquistando cada vez mais adeptos à sua crença, os cristãos foram barbaramente perseguidos durante 300 anos. No entanto, a uma certa altura, foram aceitos pelo Imperio Romano, até então seu maior inimigo. Já nas últimas décadas antes do seu fim, este Império tornou o cristianismo a religião oficial dos romanos, proibindo outras crenças e rituais de serem praticados.
                                        
A partir do século 10, com a desagregação política que caracterizou a Idade Média, sem um poder centralizador no continente europeu que comandasse os diversos povos que nele viviam, a Igreja Católica obteve espaço para ir expandindo cada vez seu "império da fé". Assim, acreditar em Cristo pressupunha uma série de regras que todo indivíduo deveria seguir para merecer um lugar após a sua morte no Paraíso celeste, ao lado de Deus.
A continuidade da atuação da Igreja na cena política, depois da queda dos regimes autoritários e na etapa de transição para a democracia é marcada pela intervenção em torno de três temas: a defesa da justiça social, de redução dos gastos sociais, a defesa da moral sexual tradicional e a legitimação política e institucional do Catolicismo, diante do Estado.
A presença da religião no cenário político tornou-se ainda mais importante durante a guerra fria, despertando o interesse dos fenômenos religiosos. A Igreja desempenha um papel destacado diante das crises econômicas e políticas da América Latina e o processo de globalização vem transformando a religião, facilitando uma recomposição do Catolicismo, já que um Estado enfraquecido necessita da presença crescente das organizações religiosas nas políticas públicas. A Igreja no Brasil adquiriu prestígio e poder ao ajudar o país a voltar à democracia, em 1985, e que, agora, ela enfrenta um desafio mais difícil e complexo:
“Ao tentar manter sua influência numa sociedade cada vez mais pluralista, também caracterizada pela competição religiosa, dentro de um cenário democrático.”
Nesta perspectiva, é levada a considerar três elementos do contexto histórico: a crescente importância da sociedade civil diante da esfera política; a secularização e a crise das utopias nacionais. Esse contexto inclui realidades diversificadas, tais como os sistemas políticos, a natureza dos problemas sociais, econômicos e políticos e a viabilidade dos recursos humanos e materiais da Igreja. De certo modo, essas diversas abordagens encontram eco e respaldo nas análises da CNBB.            A relação entre religião e política, afirma essa a Conferência, sempre foi difícil para a Igreja. Essa relação torna-se hoje mais complicada, devido ao deslocamento da experiência religiosa para o indivíduo, sem a mediação das instituições, dentro da lógica da valorização da subjetividade. As religiões que tiveram a capacidade de reger a vida social, hoje são apenas uma das possíveis fontes de sentido para o mundo e a pessoa.
                                      


“A modernidade obriga, pois, as Igrejas a renunciarem a qualquer pretensão de impor à sociedade seus princípios e normas.”

Além do notável crescimento, no Brasil, do número de pessoas que declaram não ter religião, o Censo de 2000 mostra o crescimento da população evangélica, que chega hoje a 15,4% do total. Na condição de religião majoritária, a Igreja Católica tem tido dificuldade em acertar o passo, diante desse novo quadro religioso, cultural e político.  

DEPUTADO FEDERAL
PARTIDO
ESTADO
CONDIÇÃO
IGREJA / MINISTÉRIO
ELEIÇÃO
MÁRCIO MARINHO
PRB
BA
titular
Universal do Reino de Deus
Reeleito
GILMAR MACHADO
PT
MG
titular
Batista
Reeleito
LEONARDO QUINTAO
PMDB
MG
titular
Presbiteriana
Reeleito
LINCON PORTELA
PR
MG
titular
Batista Renovada
Reeleito
MARIO DE OLIVEIRA
PSC
MG
titular
Evangelho Quadrangular
Reeleito
DR. GRILO
PSL
MG
titular
Igreja Internacional da Graça
Eleito
JOSUE BENGTSON
PTB
PA
titular
Evangelho Quadrangular
Eleito
ANDREIA ZITO
PSDB
RJ
titular
Maranata
Reeleito
EDUARDO CUNHA
PMDB
RJ
titular
Sara Nossa Terra
Reeleito
AUREO
PRTB
RJ
titular
Metodista
Eleito
WASHINGTON REIS
PMDB
RJ
titular
Igreja Nova Vida
Eleito
LINDOMAR GARÇON
PV
RO
titular
Evangelho Quadrangular
Reeleito
ONYX
DEM
RS
titular
Luterana
Reeleito
LAERCIO OLIVEIRA
PR
SE
titular
Presbiteriana
Eleito
ROBERTO DE LUCENA
PV
SP
titular
O Brasil para Cristo
Eleito
PASTOR PAULO FREIRE
PR
SP
titular
Assembléia de Deus
Eleito
 *Tabela demonstrativa da diversidade religiosa no poder executivo brasileiro

Na esfera da sociopolítica a Igreja tem uma parceria com o Poder Político Brasileiro objetivando realizar ou ajudar na realização de movimentos sociais. Essa ideia partiu da CNBB, em reunião junto ao Presidente Lula, antes da posse dele. Primeiramente houve o discurso do presidente da Conferência, D. Jaime Chemello que deu ênfase a “legítima autonomia da autoridade civil" e a decisão da Igreja de colaborar com o governo "de forma crítica e livre, em defesa da vida, da família e da justiça social". Depois o Presidente Lula realizou seu discurso pedindo a colaboração da Igreja em seu mandato, também mencionou a desagregação da juventude e da família como ponto preocupante da sociedade atual. Além disso, durante esse debate, dez bispos pediram ao governo para que ele priorizasse determinados assuntos como a reforma agrária, a violência urbana, o narcotráfico, a integração nacional, as comunidades indígenas, a Amazônia
A Igreja deve ser ouvida como qualquer cidadão.
Santo Agostinho considerava que o governo adequado seria formado por membros do clero, ou seja, representantes de Deus na Terra. Para ele a Lei Divina era suprema, existia a Cidade de Deus livre dos pecados e a Cidade Terrena dos pecadores os quais não seguem Deus. Já Santo Tomás de Aquino retoma a ideia de Aristóteles da importância da Razão como controle das emoções, instrumento para diferenciar o bem do mal e viver na virtude que para ele significa seguir as escrituras sagradas. Santo Tomás de Aquino não considerava Estado e Igreja elementos opostos ou subordinados, mas sim complementares, assim como a CNBB sugeriu ao Presidente Lula e como nosso grupo considera a forma correta de relação entre Igreja e Política, que uma complemente a outra.
 

Referências: 
  • http://www.cnbb.org.br/site/
  • http://mais.uol.com.br/view/r71k1ntkdfex/religiao--x--politica-04023062CCC19326?types=A
  • http://www.bibliapage.com/poder.html













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